Kleztival 2015: Apresentações musicais e workshops em vários locais de São Paulo

by • 16 de outubro de 2015 • agenda, DestaquesComments (0)720

    A sexta edição do Kleztival – Festival de Música Judaica será realizada de 17 a 25 de outubro, na capital paulista e em cidades do interior como Santos. As apresentações acontecem em locais como unidades do SESCs, Universidade de S. Paulo, a estação de metrô, clube A Hebraica, Círculo Macabi, Centro da Cultura Judaica, Fundação Ema Klabin, entre outros espaços. Alguns espetáculos são gratuitos. Toda a programação pode ser conferida no site www.imjbrasil.com.br. O Kleztival é uma mostra não competitiva, que inclui apresentações de grupos musicais, palestras e workshops e visa preservar, divulgar e promover a música Klezmer, um gênero de música judaica não litúrgica, originária do centro e leste europeu, que tem reflorescido mundialmente nas últimas décadas.   17/10 – sábado - 16h30 – Grátis Lançamento do CD Yetsirah Project (Brasil) e do livro Era uma vez uma voz: o cantar ídiche, suas memórias e registros no Brasil de Sonia Goussinsky (Brasil) Fundação Ema Klabin - Rua Portugal, 43 - Jardim Europa - T.3062-5245   O CD Yetsirah Project reúne os compositores brasileiros de origem judaica Alexandre Travassos, Felipe Pipo Grytz, Marcio Besen e Nicole Borger. Yetsirah, em hebraico, significa Criação e remete tanto à criação divina quanto à criatividade humana. A intenção é divulgar que a música litúrgica judaica, a mesma das cerimônias religiosas, continua sendo feita em todo o mundo por compositores contemporâneos e, neste caso, no Brasil. O álbum contém canções inéditas, em diversos estilos e vertentes da música judaica. Entre as 12 faixas temos desde Ma Tovu, influenciada pela ‘new age’, incluindo uma harpa como instrumento base, remetendo a lira do Rei Davi (1003 a.C.-971 a.C.) até Yotser Or, que flerta com o pop israelense atual, passando por Im ein Tora, que nos leva para a música chassídica, vertente ligada aos judeus ortodoxos. O resultado é, como diz Felipe Pipo Grytz, ‘um encontro de compositores de música judaica. De artistas que querem agradecer a existência e criar juntos.” O regente, cantor e compositor Felipe Pipo Grytz (S. Paulo) é formado em Regência pela Faculdade de Música Santa Marcelina (SP). Especializado em trilhas sonoras, entre seus trabalhos para cinema estão músicas para O Ano que Meus Pais Saíram de Férias (2006) de Cao Hamburguer. O clarinetista Alexandre Travassos nasceu no Rio de Janeiro mas vive em S. Paulo. É formado em clarinete pela USP/Escola de Comunicações e Artes (1993). Desde 1994, mantém a banda Klezmer Brasil, a primeira no país especializada em música típica judaica do Leste europeu. O regente e compositor Marcio Besen (S. Paulo) atualmente trabalha com os Corais do Centro Cultural Israelita Brasileiro (Santos-SP) e da Associação Religiosa Israelita (Sto. André-SP). A cantora e compositora Nicole Borger (S. Paulo) tem ascendência norte-americana e européia e essa mistura cultural lhe permite transitar livremente por diversos estilos, da música étnica ao jazz, da MPB ao erudito. Tem vários discos lançados, entre eles, AMAR, Um Encontro com Florbela Espanca (2001). É diretora do Instituto da Música Judaica – Brasil.   LIVRO - Era uma vez uma voz: o cantar ídiche, suas memórias e registros no Brasil de Sonia Goussinsky (Brasil) O livro apresenta um estudo da cultura ídiche através do cantar e do seu significado para os imigrantes e descendentes dessa vertente cultural no Brasil. O cantar ídiche foi um dos elos que essas pessoas mantiveram com suas raízes. Esses vínculos foram investigados através de entrevistas e relatos de suas memórias. Retrata o passado vivo de um grupo cultural que sempre cultivou formas de expressão musical no seu cotidiano e seus significados. O resultado do trabalho propõe uma reflexão sobre a importância do cantar na preservação dessa cultura musical e sobre questões relativas à identidade judaica brasileira.   17/10 - sábado – 21h – R$ 25, 12,50 e 7,50 Banda Odessa-Havana (Canadá) e abertura com Nicole Borger lançando o CD Raízes (SP) Sesc Santana – Avenida Luiz Dumont Villares, 579, Santana A banda canadense Odessa/Havana é liderada pelo trompetista e compositor David Buchbinder. O projeto une jazz e world music para revelar a conexão judaico-cubana. A inspiração são as cidades de Odessa (na Ucrânia), que tem uma forte raiz cultural judaica e Havana, a capital cubana. A partir tecendo um diálogo criativo entre as culturas musicais, que têm em sua ancestralidade comum na Andaluzia medieval, partilhando raízes árabes, ciganas, sefarditas e norte-africanas. Para as apresentações no Brasil, o grupo conta com David Buchbinder (trompete, flugelhorn), Dave Restivo (piano), Francisco Luviano (baixo e guitarra), Peter Lutek (clarinete e saxofones), Joaquin Nuñez Hidalgo (congas, dumbeq, bata e chekere) e Maryem Hassan Tollar (vocais). A cantora e compositora Nicole Borger lança o CD 'Raízes/Roots', no qual faz uma viagem musical sobre suas origens judaicas, buscando um diálogo com a música brasileira. Pois é, existe um samba judaico? Um baião iídiche? Bossa-nova semita? Nicole Borger diz que agora sim. Em seu sexto CD Raízes/Roots – Ekaterinoslav – New York – São Paulo ela mistura suas raízes musicais judaicas aos ritmos brasileiros. Não é nenhum tratado sociológico, apenas uma forma carinhosa de trazer, segundo a artista, “um retrato desse povo nômade, que se estabeleceu em diversas regiões do mundo, que influenciou e foi influenciado por outras culturas e povos. Pernambuco, por exemplo, foi sede da primeira sinagoga das Américas e teve forte presença judaica durante a colonização do Brasil, então por que não usar um baião com tempero iídiche?”. De maneira criativa e respeitando a mensagem de cada canção judaica tradicional ou contemporânea como Yidl mitn Fidl, Abi Gezunt ou Bulbes, Nicole a veste de bossa-nova, samba ou frevo. “Sou uma mistura de brasileira, judia e norte-americana. Acredito em fusão e me expresso dessa maneira”, acrescenta. O título completo Raízes/Roots– Ekaterinoslav – New York – São Paulo, dá uma dica do trânsito feito pela família de Nicole, que saiu da cidade de Ekaterinoslav (hoje Dnipropetrovsk), na Ucrânia, aportou em Nova York e radicou-se no Brasil.   18/10 - Domingo – 18h – R$ 25, 12,50 e 7,50 Sesc Santana – Avenida Luiz Dumont Villares, 579, Santana Banda Odessa-Havana (Canadá) e Upa Ningun! (São Paulo) A banda canadense Odessa/Havana é liderada pelo trompetista e compositor David Buchbinder. O projeto une jazz e world music para revelar a conexão judaico-cubana. A inspiração são as cidades de Odessa (na Ucrânia), que tem uma forte raiz cultural judaica e Havana, a capital cubana. A partir tecendo um diálogo criativo entre as culturas musicais, que têm em sua ancestralidade comum na Andaluzia medieval, partilhando raízes árabes, ciganas, sefarditas e norte-africanas. Para as apresentações no Brasil, o grupo conta com David Buchbinder (trompete, flugelhorn), Dave Restivo (piano), Francisco Luviano (baixo e guitarra), Peter Lutek (clarinete e saxofones), Joaquin Nuñez Hidalgo (congas, dumbeq, bata e chekere) e Maryem Hassan Tollar (vocais). Banda Upa Ningun! - O cântico milenar judaico nigun é considerado um poderoso catalisador de energia espiritual. Entoado antes das orações, devido ao seu caráter hipnótico-mântrico, pretende elevar um ouvinte-participante ao transe. A banda paulistana Upa Nigun! traz essa tradição judaica para o universo da música pop. O nome do grupo já dá uma dica da ‘subversão’ que está por trás do trabalho, quando associa o sucesso da música brasileira Upa Neguinho (de Edu Lobo) a essa experiência mística. A idéia é subverter também barreiras restritivas da religião e trazer com isso uma real experiência mística de elevação. O grupo é formado por Daniel Szafran (piano/acordeon), uma das figuras mais atuantes na cena paulista, tendo atuado ao lado de Maurício Pereira e Maria Alcina, por exemplo; Graziela Zina (guitarra/ violão); Wellington Sancho (percussão) e Haley Riemer Peltz (voz).   19/10 - segunda – 18h – Grátis Documentário A Musa Errante – A música judaica pelo mundo, de Tamás Worser Livraria Cultura - Shop. Bourbon - Rua Palestra Itália, 500 - Pompeia - T. 3874.5050   Lançamento, com debate mediado pela jornalista Mona Dorf, do documentário A Musa Errante – A música judaica pelo mundo, de Tamás Worser. Em uma hora e meia, o diretor e produtor canadense explora a música de matriz judaica em várias partes do mundo. Desde a música tradicional, com as trombetas, por exemplo, ao beat-box, passando pelo erudito, jazz e hip-hop. Há gravações nos Estados Unidos, Russia, Itália, Marrocos e Alemanha.   23/10 - sexta – 17h – Grátis Estação Santa Cecília do Metrô Show com as bandas Tiembla el Mohel (Argentina) e Rancho Carnavalesco Praça XI (RJ) A animada banda Tiembla el Mohel faz uma fusão das raízes ‘festivas’ da música judaica com o espírito musical latino-americano. O grupo é formado por Gaston Kleiner (voz), Pablo Feiguin (sax tenor), Ariel Wiznia (sax alto), Lautaro Borches (contrabaixo), Emiliano Cusnir (violão), Juan Grabina (guitarra e voz), Jonathan Strugo (bateria) e Juan Clavell (teclados).   O grupo Rancho Carnavalesco Prala XI é uma orquestra popular que mistura o Carnaval democrático, inventado pelos “Negros da Saúde”, em torno das Tias Baianas e a música tradicional da cultura Yiddish (judaica do leste europeu), o Klezmer. Todos do núcleo do Bloco têm parentes que moraram na Praça XI na época em que o Samba e a Marcha se fixavam no Rio e foram até vizinhos da Tia Ciata. Daí a ligação entre as culturas negra e judaica. Entre os músicos que vêm a S. Paulo estão Andrea Rizzoto Falcão (percussão e estandarte), Daniel Bitter(Clarineta), Daniel Grosman (Sax Alto), Eduardo Camenietzki (Guitarra), Leonardo Fuks (Trompete), Melissa Ferraz(Percussão), Péricles Monteiro (Percussão), Raphael Gemal (Violão), Renan Paraiso (Percussão e Clarineta); Ricardo Szpilman (Maestro e Sax Tenor); Roberto Meier(Flautim), Rodrigo Sebastian Abramovitz (Baixo), Sonia Katz Feldstein(Violino), Vânia Santaroza (Percussão) e Victor Lemos de Souza (Sax Alto).   24/10 - sábado – 21h30 – R$ 30, 15, e 9,00 Sesc Pompéia – Rua Clélia, 93, Pompeia SAO PAULO Orquestra do Kleztival regida pelo e maestro e trompetista norte-americano Frank london Participação de grupos Tiembla el Mohel (Argentina), Duo Strauss/Warschauer (EUA), Rancho Carnavalesco Praça XI (RJ), Nicole Borger (SP), detre outros.   Como acontece tradicionalmente em todas as edições do Kleztival, vários dos músicos participantes do festival reúnem-se para uma apresentação conjunta, além de apresentações de danças circulares para encerramento do Kleztival 2015, com direção, organização e arranjos do diretor artístico do festival, Frank London. London é mundialmente reconhecido como um dos maiores nomes da música Klezmer, vertente da música judaica, e um dos responsáveis pelo revival desse gênero musical na Europa e nos EUA a partir da década de 1980. Criador e integrante do grupo KLEZMATICS, Frank já tocou com John Zorn, Mel Torme, LaMonte Young, David Byrne e Gal Costa, tendo participado em mais de 100 CDs dos mais variados gêneros e estilos musicais. Com seu grupo The Klezmatics foi vencedor do Prêmio Grammy na categoria de Contemporary World Music para "Wonder Wheel", com letra de Woody Guthrie. Desde 2010, exerce a função de diretor musical do KLEZTIVAL.   25/10 - domingo – 19h30 – grátis Circulo Macabi (Av. Angélica, 634 - Higienópolis - T. 2308-5495, 200 lugares) Orquestra Laetare (SP) com a participação do Duo Strauss/Warschauer (EUA) e do grupo vocal Trio In Canto (SP) A orquestra Laetare é formada por 32 músicos (violinistas, violistas, violoncelistas e contrabaixistas) e existe desde 2007. Desenvolve trabalho intenso de pesquisa sobre a música judaica e israelense, apresentando obras de compositores deste país em primeira audição no Brasil. Além disso, mostra repertório com composições de Mozart, Vivaldi e Mendelssohn, além dos brasileiros como Guerra-Peixe e Edino Krieger.          
Pin It

Related Posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *