Daniel e o seu interesse inexplicável pela música

by • 25 de setembro de 2009 • textosComments (3)654

"A música nasceu em mim", disse Daniel Laier, poçoscaldense, músico,violonista e cantor, morador da cidade de Poços de Caldas,onde recentemente gravou seu primeiro CD autoral, Daniel Laier com a produção de Beto Bertrami e a participação dos músicos: Walmir Gil, João Parahyba, Ubaldo Versolato,Rudy Arnaut, Airton Fernandes e Lael Medina.


Daniel não consegue explicar direito sobre o seu interesse em estudar música.O músico descreve, durante a entrevista por e-mail, que pode ter uma relação com seus antepassados, pois o seu sobrenome "Laier" na Alemanha siginfica fabricante de instrumentos musicais, segundo a definição de um alemão.


Enfim, durante a infância,em sua casa, havia um aparelho de som com fita cassete e rádio. Ao completar 13 anos, a pedido do músico, seu pai comprou um aparelho completo, com toca disco, k7, rádio e outros itens que o antigo aparelho não tinha. O interesse de Daniel em estudar música foi por vontade própria, após ouvir muito Rock durante o início de sua adolescência e coincidentemente foi bem na época do Rock in Rio II.

Laier ,por sugestão de seu pai,iniciou os estudos de Violão Clássico com o Professor Rachid. Amigo de seu pai e uma pessoa fundamental na sua vida, não só por ser o primeiro professor de música, mas pelas qualidades que o professor tinha como a paciência, sabedoria e dedicação. "Ali pude perceber que gostava mesmo de música, independente de gêneros, porque mesmo com a cabeça no rock, me dediquei imensamente ao violão erudito, fundamental em minha formação", disse o músico.

São Paulo

Daniel teve importantes professores nas cidades de Poços de Caldas e Itajubá. Mas a sua decisão em ir para a capital paulista foi motivada pela amplitude cultural, pois na sua visão e de muitos artistas, São Paulo é um grande polo cultural, e estar dentro da cena musical com pessoas que tinham os mesmos objetivos que o seu.

Foi um ótimo período de descobertas para o músico onde pode apreciar o cinema europeu, as artes plásticas, o teatro e a literatura. Nesse período, Daniel conheceu o compositor Martinuci - onde compôs algumas canções em parceria com a cantora Fernanda Porto e parceiro na música Circo no Asfalto - e o pianista, arranjador e produtor Beto Bertrami, que produziu seu primeiro disco.

Laier considera o seu período de estudos na Universidade Livre de Música (ULM) fundamental na sua formação musical, não só pelas pessoas que conheceu e pelos laços de amizade mantidos até o momento, mas pelos seus excelentes professores. O cantor faz questão de lembrar três grandes nomes do ensino musical:Arrigo Barnabé, Eduardo Gudin e Roberto Riberti.



Primeira vez

A gravação de Circo no Asfalto no CD de Rosa Estevez foi um ponto de partida para Daniel onde considera um grande incentivo. A gravação ocorreu num período onde o cantor estava totalmente afastado da música e dedicado a prestar um concurso para a Receita Estadual do Estado das Minas Gerais, local onde o músico trabalha atualmente.

" Foi com a gravação da Rosa que percebi que a minha música tinha validade e reconhecimento perante outras pessoas de forma mais concreta. Sempre tive a necessidade de gravar um disco, à medida que tivesse um repertório que considerasse bom, mas foi com o disco da Rosa que senti que um disco com canções de minha autoria e interpretações próprias era plenamente viável", disse Laier.

CD

Uma experiência muito rica para Daniel estar em contato com tantos músicos importantes. O cantor já tinha um repertório pré-selecionado e fez uma seleção de 12 ou 13 músicas para levar ao produtor Beto Bertrami, das quais 11 permaneceram por uma decisão conjunta entre autor e produtor.

Após a definição do repertório, iniciou a discussão sobre o tipo de tratamento estético, arranjos, quais instrumentos cada uma deveria ter. No estúdio, segundo Laier, foi tudo muito simples e prático, não apenas pela larga experiência dos músicos participantes, mas pela forma do cantor compor as canções, ao utilizar a escrita musical e registrá-las numa partitura onde Beto considerou o trabalho de Daniel como um pré-arranjo.

Junto com o produtor e os músicos discutiam canção por canção, detalhes do arranjo e andamento."Outras partes do arranjo, como por exemplo a linha de violoncelo de Contemplação e os metais em A Rosa e a Moça, foram inteiramente escritos pelo Beto."


Cada músico teve seu momento de total liberdade no disco, seja nas escolhas e definições. Exemplos começam pela percussão por João Parahyba em Romance, no improviso refinado de Walmir Gil em Tristeza, no solo fundamental de Ubaldo Versolato em Baladas, no baixo com arco especialmente cativante de Airton Fernandes em Olhares, Olhares, na levada jazzística de Rudy Arnaut em Circo no Asfalto, entre tantos outros momentos. "E porque esse momento de liberdade total para os músicos? Porque esse disco não é fruto só meu, e sim de todos que participaram"
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3 Responses to Daniel e o seu interesse inexplicável pela música

  1. mel disse:

    Parabéns Daniel,
    Quero vê-lo tocar em sampa
    Abraços

  2. Reinaldo disse:

    Parabéns Daniel,
    Pela trajetória de sucesso e por estar colhendo os merecidos elogios por todo esse belo trabalho no seu primeiro CD.
    Grande abraço!

  3. Daniel Laier disse:

    Oi Luís Delcides e todo o pessoal do Paulicéia do Jazz! Muito obrigado pela matéria. Quero só deixar meu endereço para todos os interessados ouvirem meu disco:
    http://www.myspace.com/daniellaier

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