Chenta e Barasnevicius: As nuances sonoras do “Antítese”

by • 17 de junho de 2016 • Destaques, Novidades, textosComments (0)1281

Exposição de ideias opostas que resultam em uma transição gradual de um som para outro. Ou é  uma aproximação de expressões de sentidos opostos ao complementar-se antitese_capa em  uma dança sonora. Talvez seja  uma das descrições mais próximas da sensação ao ouvir Antítese  o novo trabalho de Ivan Barasnevicius e Rodrigo Chenta. Antitese  é muito diferente, é fora do convencional. Para quem ouve os timbres com "gordos" - nada contra ao uso de pedais de efeito (Importante lembrar de quem escreve esta resenha não é um guitarrista, mas um tocador de violão nas horas vagas. Só um detalhe: lê partitura com razoável facilidade) , são lindos, maravilhosos, tem seus efeitos, mistérios em cada som, aplicação - mas soou diferente. Como explicar para um leitor o supra sumo do êxtase ao ouvir um duo de guitarras ? Simples assim: Sem sujeira. Sabe o som puro do instrumento? Foi o que Rodrigo Chenta em um canal usou e Ivan no outro apenas explorou o som do amplificador. Um trabalho onde preza a qualidade sonora e as experimentações rítmicas. É perceptível essas nuances em "Quartais", "Nove Horas" ,com suas peculiaridades sonoras, inspiradas nos sons e composições do Clube da Esquina, uma geração que marcou época no Brasil, bem no advento do Rock Progressivo  dos anos 1970. O novo CD do duo Barasnevicius e Chenta é difícil descrever, resenhar em palavras a sensação de atenção, detalhes e texturas sonoras aguçadas em um trabalho tão marcante, com um cuidado especial em cada composição. Só ouvindo pra ter essa experiência sensorial após 10 audições do álbum. Assista Crossfades, apresentada pelo duo:
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