Casey Scheuerell é o entrevistado de #Pauliceiadojazz+#JazzNightsSampa

by • 6 de maio de 2015 • Destaques, English Version, Novidades, textosComments (0)1225

Primeira entrevista em vídeo de Pauliceia do Jazz momentos antes de uma apresentação. Desta vez ,Luís Delcides,  editor e repórter,  abre uma série de entrevistas no projeto #JazzSampaNights no Canaille Bar. O baterista norte americano e professor da Berklee College of Music, Casey Scheuerell , conversa com a equipe de Pauliceia do Jazz e #JazzNightsSampa e fala um pouco do seu período no Brasil e a sua experiência como músico e professor. O editor já possui uma experiência na escola Tons Brasileiros, durante uma conversa com os músicos Itamar Carneiro (guitarra) e Shamuel Dias (contrabaixo), durante a primeira Jam Session na unidade educacional, em  São Bernardo do Campo, cidade localizada na região metropolitana da capital paulista. Abaixo, segue o vídeo e a tradução da entrevista no Canaille Bar: Luís Delcides: Casey, how many years ago did you start studying drums? (Casey, há quanto tempo você iniciou seus estudos na bateria?) Casey Scheuerell : I started playing drums when I was 11 years old. That was 1964 when the Beatles came to the Unites States and the eyes on the television was to the fans moments. My brother played guitar, he was interested in guitar and started to take lessons at elementary school where we had ten to twelve kids in the band. That is how I have started. I just kept going from that point. I just never stopped. (Comecei aos 11 anos. Era o ano de 1964 quando os Beatles vieram aos Estados Unidos e todas as atenções na TV voltavam-se para a reação dos fãs. Meu irmão tocava guitarra, ele era interessado em guitarra e eu comecei a tomar algumas lições ainda no ensino básico onde tínhamos uma banda entre 10 e 12 músicos. Foi assim que comecei e simplesmente não parei) LD.: We know about the importance of drums in a gig but for some musicians the bass players are the soul of the group. (Sabemos da importância da bateria em uma gig mas para alguns músicos o baixo é considerado a alma de um grupo.) CS: So, the role of the drummer in the band? (Então… Sobre o papel do baterista em uma banda?) LD.: Yes (Sim) CS: I think mostly we are supportive. To be sensitive to a soloist, to what he’s doing, if they’re looking for more excitement, if they are looking for some more calm, if they want to groove a little bit, the interactions of the rhythmic session, the piano, the bass player. I always tell my students that you want to get the sense that everything comes through the drum. You’re a kind of the channel, the central place, the river that everything can come through. And I think that the other thing that its important is that you can influence the energy so you can play with more tensity, you can play more notes, you can play rhythmic places that can make the music more exciting or make it relax so you’re very much in control of the flow where music is going up in a tensity or whether its going down and I think you even develop a sort of intuitive second nature about this and your sentivity of the musicians and get a good idea for the composition too like: Does it need more of this or less of that and so that’s a kind of intuitive side that has to happen that you develop and you know that the more you play the more it becomes natural. (Acho que nós somos apoiadores na maior parte do tempo. Ser sensível ao solista, ao que ele está fazendo, se eles estão buscando mais agitação, se eles estão buscando mais calma, se eles querem entrosar todos um pouco, as interações entre sessões rítmicas, o piano, o baixista. Eu sempre falo para meus alunos que você quer passar a sensação de que tudo acontece através da bateria. Você é uma espécie de canal, o lugar central, o fluxo a partir do qual tudo pode surgir. E eu penso que uma outra coisa que é importante é poder influenciar a energia de modo que você pode tocar com tensão, você pode tocar mais notas, você pode usar mais ritmo o que pode tornar a música mais excitante ou mais relaxante de tal forma que você fica com o controle do fluxo a partir do qual a música cresce em tensão ou decresce e eu penso que com isso você acaba por desenvolver uma espécie de natureza intuitiva sobre tudo isso e a sua sensibilidade dos músicos e passa a ter uma boa idéia para criar novas composições como: Será que isso precisa um pouco mais disso ou menos daquilo e tudo isso se torna muito intuitivo e para acontecer o que você desenvolve e você sabe que quanto mais tocar mais isso ficará natural.)   LD: How good is to share with brazillian students abour your experience, particularly the one at Berklee College? And what about teaching future students there? (O quão bom é poder compartilhar suas experiências com alunos brasileiros, em especial aqueles da Berklee? E o que você acha sobre ensinar novos alunos?)   CS: Well… I’m pretty fortunate at Berklee College because we get such great studends from all over the world… Just the better and some of the better of the world and I see a lot of brazillian students and I find them to be very strong musically and the culture is a very musical culture so usually their rhythmic timing is good, their sense of musicality. So if you know something… If you’re from Brazil and you know Bossa Nova very well then that confidence that you have and the knowledge you have in playing onething that is a very structured and difficult kind of music will transfer over to other areas. All you need to do is learn new information. And my taugh to the brazillians is: this is Jazz, this is Hip-hop… And we’re not far away from each other… The musics are definitely interlocked…There is a lot in common…You know… It’s great and I learn a lot from them. I probably learn more brazillian music from than anywhere else. (Bem.. Eu tenho muita sorte na Berklee porque nós obtemos alunos tão bons de todas as partes do mundo.. Apena os melhores e eu vejo muitos brasileiros entre eles e eu também acabo achando que eles são muito fortes musicalmente, com uma cultura que é muito musical e normalmente a consciência rítmica deles é boa, o senso de musicalidade. Então você sabe uma coisa. Se você é do Brasil e você sabe Bossa Nova muito bem então essa confiança que você tem e o conhecimento que você tem em tocar qualquer peça que é muito bem estruturada e difícil será transposta para outras áreas. Tudo o que você precisa absorver são novas informações. E minhas aulas para os brasileiros se resumem a: isso é Jazz, isso é Hip-Hop, etc. E nós não estamos muito longes um dos outros. Nossas músicas estão muito interligadas. Tem muito mais em comum... Você sabe. E é sempre muito bom apreender com eles. Eu provavelmente apreendo mais sobre música brasileira com eles do que em qualquer outro lugar).   LD: What about your experience and memories from this stay in Brazil? (E sobre suas experiências e memórias dessa viagem ao Brasil?) CS: For me, whenever I play anywhere I try to not to have much expectation on anything so that everything that happens is fresh. I know the musicians I’m playing with and we have a couple of gigs together. Everything is going though Lupa Santiago and I know, first of all, that the expectation is high and I know everyone is taking care of the business and I know you guys (Luis) who know the scene and love the music and I knew that we’re going to have a nice play tonight. I know that you have an expectation that is quite good and that’s what I’m finding out. You have a great restaurant, great people, nice wine, good food, people hosting… It’s a good environment to play music… Nice and relax and you know… We’ll have some fun to exploit. All good! Tudo bem! (Para mim, toda vez em que toco em qualquer lugar que seja eu tento não ter muitas expectativas a respeito de praticamente tudo de modo que tudo o que acontece é novidade. Eu conheço os músicos com quem estou tocando e já fizemos algumas gigs juntos. Tudo está acontecendo aqui no Brasil através do Lupa Santiago e ei sei, em primeiro lugar que as expectativas são altas e também sei que qualquer um aqui está tomando cuidado daquilo que é seu e também conheço vocês (Luis Delcides) que conhecem bem a cena em São Paulo e amam a música e também sei que teremos um show muito agradável essa noite. Eu sei que você tem uma boa expectativa a respeito de tudo e é o que estou vendo nesse momento. Vocês tem um belo restaurante, ótimas pessoas, um belo vinho, boa comida e a acolhida das pessoas. É um excelente ambiente para se fazer música. Bom e sossegado e você sabe... Teremos muita diversão pela frente. Tudo de bom. Tudo bem!)   LD: What do you think about Jazz in Brazil? (E o que você pensa do Jazz no Brasil?) CS: Well… Jazz, samba and Bossa nova are very closely linked. Specially from the 50ths when Stan Getz came down do Brazil and it was actually sponsored by the American government who sponsored Jazz musicians to increase international communication and relation and of course brazillian musicians grab these guys and said: come down to the clubs in Ipanema and so brazillian musicians and american musicians found out that are a lot in common and a lot to be learn from each other and I would say that it continues today. I hear really good musicians here… Really good drummers. They understand Jazz form, Jazz feel. All musicians I’ve played with and heard about they understand Jazz. Jazz give you a certain vocabulary and its advocal to brazillian music. Brazillian music gives you another form of harmony and another style that is closely linked but not the same and when you swing its not brazillian. Samba uses a square and Jazz is a round circle so you put them together and you get some interest things and I find that the brazillian musicianship is very high and I’m excited because we’ve been in Sao Paulo with all the tradicional music in here too. You know… strings, choro and all stuff and the next thing we do we’re going to the northeast so I’ll get some maracatu, we’ll be in Salvador and Rio. You know here its an incredible place to come as a musician and experience. I wouldn’t be here I didn’t find that the musical level so high. You know, for me is a quest to experience Brazil. (Bem… Jazz, samba e bossa nova são muito próximos e conectados. Especialmente o dos anos 50 quando Stan Getz veio ao Brasil quando era patrocinado pelo governo Americano que nessa época patrocinava visitas internacionais de músicos de Jazz para melhorar as nossas relações internacionais e é claro que os músicos aqui no Brasil acolhiam esses jazzistas e diziam: venha conhecer os clubes aqui em Ipanema de modo que a músicos brasileiros e americanos acabaram concluindo que tinham muito em comum e muito a ser apreendido e eu diria que o mesmo ocorre nos dias de hoje. Eu ouço música muito boa por aqui. Excelentes bateristas. Eles entendem a forma e o sentimento do Jazz. Todos os músicos com quem toquei e ouvi falar compreendem muito bem o Jazz. O Jazz te oferece um certo vocabulário que é parecido com a música brasileira. A música brasileira te oferece uma outra forma de harmonia e outro estilo que é intimamente ligado mas diferente e quanto você o sente não é brasileiro. É como se o sampa usasse um quadrado e o Jazz um círculo de modo que quando você os coloca em conjunto você obtém coisas interessantes e eu vejo muito disso nos músicos brasileiros de forma muito apurada e cativante porque tenho visto isso aqui em São Paulo com toda a música tradicional que se encontra por aqui. Você sabe.. Cordas, choro e tudo mais e a próxima coisa que verei será o Maracatu lá no nordeste além de Salvador e Rio que também visitarei. Como você sabe, aqui é um lugar incrível para um músico vir visitar. Eu não estaria aqui se não acreditasse no alto nível da música. Você sabe, para mim estar no Brasil é uma expedição.) LD: And what about the JAZz Nights Sampa project? (E sobre o projeto JAZz Nights Sampa?) CS: Well all musicians need a way of getting after and most of us are not that good at promoting ourselves… We gradely play the music…It takes a relationship to make things happen. (Bem, todos os músicos precisam encontrar uma forma de tocar e a maioria de nós não é muito boa em se promover. Nós somos excelentes para tocar música. É preciso relacionamento para fazer as coisas acontecerem.)   LD: Last question… What do you think about Pauliceia do Jazz? Do you know it? (Última pergunta. O que você acha do Paulicéia do Jazz? Você conhece?) CS: Yes. Again… It’s fantastic that we have the Internet. I come back in Boston and they know you guys. I can enter the blog and the possibility is enourmous. It’s a great format. I’m very excited. We need central places to go for information. You guys will have pictures and information of what’s going on and people can log in and give their opinions. When I came to Brazil I found apartments through Airbnb… It’s the same thing. I’m want to find some music and I can go to the internet now. You see that the new advertisement its people’s comments. You can say it’s going to be good Jazz but you’re promoting it. But if people see and they like it now we have something. It’s great think. I really hope it catches up. I know its growing really fast and it’s a good sign. Congratulations and Thank you for helping. ( Sim… De novo… É fantástico que nós temos a internet. Volto para Boston e eles conhecem vocês. Eu posso entrar no seu blog e as possibilidades são imensas. É uma forma excelente de comunicação. Fico muito animado com isso. Nós precisamos de lugares referência para buscar informação. Vocês terão hoje muitas fotos e informações sobre o que acontecerá aqui e as pessoas podem depois acessar e acrescentar as opiniões delas. Quando venho ao Brasil eu busco apartamentos pelo Airbnb... É a mesma coisa. Eu quero encontrar música e eu vou para a internet. Veja que a nova propaganda são os comentários e opiniões das pessoas. Você pode dizer que aqui haverá bom Jazz mas você está promovendo o show. Mas se as pessoas veem e gostam aí nós temos algo diferente. É uma coisa sensacional. Eu realmente acredito que é algo maior. Sei que vocês estão crescendo rapidamente e é um ótimo sinal Parabéns e muito obrigado por toda a ajuda.)    
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