
Da esquerda para à direita: Michel Leme, Cássio Ferreira, Serginho Machado e Thiago Alves - foto: Luís Delcides
Árvores frondosas , banquinhos espalhados pelo imenso jardim e um pequeno palco combinam com o jazz. Sem esse cenário descrito não é possível perceber o seu som e as suas tensões onde levam indivíduos a reflexão. Assim é o jazz e, mais precisamente, a música instrumental feita por Michel Leme & A Firma ontem no Museu da Casa Brasileira.
Localizado na Avenida Faria Lima, bem próximo do trevo das avenidas Cidade Jardim, Rua Iguatemi,o Museu é um casarão antigo,onde é possível apreciar várias fotos da cidade de São Paulo em sua parte interna e uma decoração bastante interessante.
Um pouco mais ao fundo, cadeiras postas para as pessoas apreciarem a apresentação dos músicos Michel Leme (guitarra) ,Thiago Alves (contrabaixo), Sérginho Machado (bateria) e Cássio Ferreira (saxofones) .Ao fundo do palco montado para os músicos, havia algumas luminárias que davam o charme ao ambiente arborizado e a música acontecia solta com o grupo onde abre uma série de apresentações de música instrumental sob a curadoria de Guga Stroeter.
Ao começar a apresentação, havia muitas pessoas no local. Mas como poucos compreendem a música instrumental, especialmente a manifestação artística dos músicos, algumas pessoas

Guga Stroeter, responsável pela curadoria do evento - foto: Luís Delcides
foram embora com uma leve expressão de indignação.
O “mainstream” e a indústria cultural colocaram padrões musicais nos cidadãos comuns. Por diversas vezes, em nome de um patrocinador ou por imposição comercial, o músico é castrado e impedido de manifestar a sua inspiração e sua arte.
Quem saiu antes do término da apresentação, talvez esperava uma “música de elevador” e não uma manifestação artística com inspiração, liberdade e muita improvisação. Logo, ao término, ficaram poucos…Sim, apenas os sinceros e aqueles crentes na honestidade da arte e nas suas nuances.
“Esse finalzinho ficou muito “pop”", disse Michel Leme ao final da apresentação. Sim, mas de repente , o momento era para ser popular ou para mostrar um pouco da “pop art” como uma antítese ao ambiente elitizado e erudito da cultura paulistana.A Verdade musical é a arte apresentada em suas mais diversas formas.